Trump cita recorde de coca na Colômbia e rede de tráfico liderada por Maduro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ainda ontem (15) que Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela “falharam comprovadamente” em manter acordos antinarcóticos no último ano. A declaração integra determinação presidencial enviada ao Congresso.
O documento afirma que a assistência americana a esses países é “vital” para os interesses dos EUA. Sobre a Colômbia, o texto aponta que o cultivo de coca e a produção de cocaína “atingiram recordes históricos sob o governo do presidente Gustavo Petro [esquerda]” e que as tentativas frustradas de acordos com grupos narcoterroristas agravaram a crise.
Em relação à Venezuela, o documento diz que o ditador Nicolás Maduro “lidera uma das maiores redes de tráfico de cocaína do mundo” e acrescenta que Washington continuará tentando levá-lo à Justiça.
Gustavo Petro assumiu em 2022 prometendo negociar com grupos armados, mas em 2024 passou a defender intervenção social e militar nas áreas produtoras de coca, sem êxito. Trump já havia dito que poderia “revogar” o reconhecimento dos esforços de Petro, considerados ineficazes, e recebeu apoio de congressistas republicanos para reduzir a ajuda não militar ao país.
“Considerarei mudar esta designação se o governo colombiano tomar medidas mais agressivas para erradicar a coca e reduzir a produção e o tráfico de cocaína”, afirmou Trump.
Petro reagiu durante reunião de gabinete transmitida pela TV. Ele disse que a decisão dos EUA ocorre mesmo após dezenas de mortes de policiais, soldados e civis em operações contra o tráfico. “O que estamos fazendo não tem realmente a ver com o povo colombiano”, declarou.
Caracas nega as acusações e afirma que Trump busca reforçar presença militar no Caribe para promover mudança de regime.
