Marco Rubio homenageia vítimas, denuncia avanço do antissemitismo e defende plano de paz de Trump
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou hoje (07) que o apoio americano a Israel permanece “inabalável” dois anos após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Em declaração oficial, Rubio destacou o direito de Israel “de existir, se defender e garantir a segurança de seu povo”.
“Enquanto os Estados Unidos comemoram este trágico aniversário e homenageiam as vítimas, renovamos nossa determinação de impedir que tal mal se repita”, declarou o secretário, em mensagem de solidariedade.
Rubio citou os americanos Omer Neutra e Itay Chen, ainda mantidos reféns pelo Hamas, e reiterou que o plano de paz do presidente Donald Trump busca encerrar o conflito em Gaza e promover estabilidade no Oriente Médio.
O secretário também alertou para o avanço do antissemitismo desde os ataques. “Desde 7 de outubro de 2023, testemunhamos um aumento preocupante no antissemitismo que ameaça as comunidades judaicas em todo o mundo”, disse, ressaltando que os Estados Unidos “não aceitarão qualquer ato de terrorismo ou antissemitismo contra Israel”.
Rubio encerrou o pronunciamento pedindo apoio global a Israel. “Apelamos à comunidade internacional para que apoie Israel neste doloroso aniversário”, afirmou.
Hamas chama massacre de “resposta histórica”
Em discurso transmitido pela TV, o grupo Hamas classificou os ataques de 7 de outubro como uma “resposta histórica” em defesa da “causa palestina”. O dirigente Fawzi Barhoum alegou que as ações foram “necessárias” para “minar as tentativas de acabar com a causa palestina”.
O massacre de 2023 deixou cerca de 1.200 mortos e 250 sequestrados, entre civis e estrangeiros. Atualmente, uma delegação israelense negocia indiretamente com o Hamas no Egito, com base no plano de Trump, que prevê a libertação de todos os reféns em troca da soltura de palestinos presos e a desmilitarização da Faixa de Gaza.
O Hamas é representado pelo negociador-chefe Jalil al-Haya, que sobreviveu ao bombardeio israelense contra uma reunião do grupo no Catar em setembro. O governo israelense, liderado por Benjamin Netanyahu, ainda descarta qualquer negociação que envolva o reconhecimento de um Estado palestino.
