O ex-ministro das Relações Exteriores da gestão Bolsonaro, Ernesto Araújo, utilizou o X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (25) para criticar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O diplomata se referiu ao ex-colega de governo como uma “miragem eleitoral” e um “candidato sistêmico”, em meio a disputa política após o recente tarifaço de Donald Trump.
Araújo compartilhou e comentou uma pesquisa do Instituto Futura, que sugere uma queda na popularidade de Jair e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em São Paulo, enquanto Tarcísio de Freitas permanece “ileso” diante das tarifas impostas a produtos brasileiros.
A pesquisa apontou que as intenções de voto de Jair Bolsonaro caíram de 17,8 para 10,3 pontos percentuais de vantagem sobre Lula, e que Eduardo perderia para o petista no estado. Ao mesmo tempo, a vantagem de Tarcísio sobre Lula se manteve estável, com o diretor da Futura, José Luiz Orrico, afirmando que o governador “não foi afetado nem nas intenções de voto, nem na avaliação do Governo”.
A direita precisa ganhar a batalha política que está sendo travada agora, nestes dias e semanas, contra o sistema de poder PT-Centrão-STF. Se perder esta batalha, a eleição de 2026 não adiantará nada.
O sistema quer desmobilizar as pessoas da luta de hoje, acenando com uma… https://t.co/QC1YBfa7rL
— Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) July 25, 2025
Ernesto Araújo defendeu que a direita precisa vencer a “batalha política que está sendo travada agora”, e não apenas focar na eleição de 2026. Ele sugeriu que o “sistema de poder PT-Centrão-STF” busca desmobilizar a base de apoio da direita com o aceno de um candidato como Tarcísio.
“Numa eleição controlada pelo sistema, é claro que Tarcísio, candidato sistêmico, terá sempre mais chances do que Jair ou Eduardo Bolsonaro”, escreveu o ex-chanceler. Ele argumentou ainda que um candidato de direita só venceria a eleição “se não for de direita, mas simplesmente alguém que coloque os votos da direita a serviço dos donos do poder”.
Ernesto Araújo concluiu que a direita precisa de uma “estratégia política” para “retirar ao sistema o controle sobre o país”, sugerindo uma reforma constitucional como plataforma.
