Entenda invasão de "ambientalistas" na COP30 contra o governo Lula 
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Entenda invasão de “ambientalistas” na COP30 contra o governo Lula 

Manifestantes forçam entrada em área reservada a credenciados na COP 30. (Foto: André Coelho / EFE)
Manifestantes forçam entrada em área reservada a credenciados na COP 30. (Foto: André Coelho / EFE)

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Grupo tentou invadir área restrita do evento; pelo menos dois seguranças ficaram feridos e ONU abriu investigação

Dezenas de manifestantes, entre eles indígenas e integrantes de movimentos sociais, entraram em confronto com seguranças da ONU na noite desta terça-feira (11), em Belém (PA), durante a COP30. O grupo tentou invadir a Zona Azul, área restrita da conferência, onde ocorrem as negociações oficiais entre chefes de Estado e delegações.

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O grupo reunia indígenas, estudantes e ativistas contrários à exploração de petróleo. Eles exibiam bandeiras da Palestina e cartazes contra Israel, além de críticas à perfuração de poços na margem equatorial do Rio Amazonas.

Durante o ato, equipamentos de raio-x foram danificados. Também houve palavras de ordem contra o governo Lula, acusado pelos manifestantes de incentivar a exploração petrolífera na região. Símbolos de partidos de esquerda, como o PSOL, foram vistos entre os participantes.

Segundo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), parte dos manifestantes rompeu as barreiras de segurança na entrada principal, causando ferimentos leves em dois seguranças e danos superficiais ao local.

“A equipe de segurança brasileira e da ONU tomou medidas para proteção do local, seguindo todos os protocolos estabelecidos”, afirmou a UNFCCC em nota.

Um integrante do serviço de atendimento médico confirmou que um segurança foi removido com ferimento na cabeça. Relatos apontam que outro agente foi atingido na barriga com um bastão e precisou ser levado em uma cadeira de rodas.

Após o confronto, bombeiros e policiais federais armados com fuzis montaram um cordão de isolamento em torno da área. Algumas estruturas foram evacuadas por precaução.

Os manifestantes portavam cassetetes, flechas, instrumentos musicais e bandeiras. Segundo testemunhas, o tumulto começou quando o grupo tentou forçar a entrada pela área de raio-X da Zona Azul.

A ONU e o governo brasileiro informaram que o episódio está sob investigação e que as negociações da conferência continuam normalmente.

A Marcha Global Saúde e Clima, que coordenava um protesto pacífico no entorno da COP30, negou envolvimento dos agressores.

“O grupo que se dirigiu à Zona Azul após o fim da marcha não fazia parte da organização oficial do ato, tendo participado de forma independente”, afirmou a entidade.

O movimento disse ainda que sua mobilização “cumpriu integralmente o trajeto e os acordos firmados com a organização da COP30”, reafirmando o compromisso com uma Amazônia viva, saudável e sustentável.

Até o momento, não há informações sobre detenções ou identificação dos envolvidos na invasão.

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