Encontro de Lula e Trump deve ser remoto, diz Mauro Vieira
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Encontro de Lula e Trump deve ser remoto, diz Mauro Vieira

Mauro Vieira se reúne com Marco Rubio em Washington para negociar tarifaço imposto pelos EUA e sanções a autoridades brasileiras
Mauro Vieira se reúne com Marco Rubio em Washington para negociar tarifaço imposto pelos EUA e sanções a autoridades brasileiras

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Por Isac Mascarenhas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que os presidentes Lula e Donald Trump vão se reunir para discutir as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. A conversa, que pode ser por telefone ou videochamada, foi combinada após um breve encontro entre os líderes na saída do plenário da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23).

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No encontro, Trump disse que cumprimentou e abraçou Lula, com quem sentiu uma “química” excelente. “Eu estava subindo aqui e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu e nós nos abraçamos”, disse Trump, acrescentando que “ele [Lula] pareceu um bom homem” e que “só faz negócio com gente que eu gosto”.

O encontro ocorre um dia depois de os EUA imporem uma nova rodada de sanções a cidadãos brasileiros, incluindo a esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Trump assistiu a toda a fala do petista em uma sala atrás do púlpito da Assembleia Geral. Quando o brasileiro terminou seu discurso, passou pelo local. Nesse momento, os 2 se encontraram. Foi a primeira vez que os líderes se encontraram pessoalmente.

Antes do encontro, Lula havia criticado as sanções, chamando-as de “arbitrárias” e afirmando que “a agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”.

Mauro Vieira confirmou à CNN Internacional encontro e disse que o governo está pronto para “negociar a questão das tarifas, embora elas sejam ilegais”. No entanto, o ministro ressaltou que a soberania brasileira é inegociável.

“A questão política é inegociável, não há espaço para isso”, disse ele. “A única coisa que não podemos discutir é a soberania ou a independência dos Poderes do Brasil.”

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