No programa Alive desta segunda-feira (24), o deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA) criticou a recente medida do governo federal que facilita empréstimos aos trabalhadores com garantia do FGTS, afirmando que o “Empréstimo do Lula é medida de banqueiro”.
Durante sua participação, Passarinho questionou a eficácia da iniciativa ao destacar que os juros elevados já são um problema para os brasileiros. Ele argumentou que incentivar a população a contrair empréstimos pode agravar a situação financeira das famílias, levando-as a um ciclo de endividamento ainda maior. O deputado alertou que, embora os bancos lucrem com essas operações, os trabalhadores podem acabar com uma “corda no pescoço”, comprometendo seu futuro financeiro.
“É fácil para o governo vender isso como algo positivo, mas quem vai pagar essa conta lá na frente? O trabalhador que já sofre para pagar as contas todo mês!”, criticou.
Passarinho também criticou a estratégia do governo de aumentar a circulação de dinheiro na economia sem um planejamento sólido, o que, segundo ele, pode elevar a dívida pública e intensificar a inflação. Ele ressaltou que a inflação afeta principalmente as camadas mais pobres da sociedade, tornando-se um “imposto” perverso para os menos favorecidos. O deputado enfatizou a necessidade de políticas econômicas que reduzam o custo de vida dos brasileiros, em vez de medidas que possam aumentar o endividamento da população.
“O governo só pensa em consumo, mas esquece da produção. Quando você coloca mais dinheiro em circulação sem gerar riqueza, o que acontece? Inflação! E quem paga essa conta? O mais pobre!”, disse.
A cientista política Carol Sponza também participou do programa e destacou que o FGTS é um recurso dos próprios trabalhadores, que agora está sendo utilizado como garantia para empréstimos. Ela criticou a personalização da política, referindo-se ao termo “Empréstimo do Lula”, e alertou para os riscos fiscais de medidas sem lastro econômico, que podem resultar em uma “bomba fiscal” no futuro.
“O nome já diz tudo: ‘Empréstimo do Lula’. Isso não é política pública, é marketing eleitoral disfarçado de benefício!”
O diretor do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, classificou o governo como “completamente analógico” e sem propostas concretas para o país. Ele enfatizou que a melhor política social é a geração de empregos e criticou a falta de direção nas ações governamentais, que, segundo ele, buscam apenas aumentar a arrecadação sem considerar os impactos a longo prazo.
As discussões no programa “Alive” refletem as preocupações de especialistas e parlamentares sobre as recentes medidas econômicas do governo, destacando a importância de políticas sustentáveis que promovam o bem-estar da população sem comprometer a estabilidade financeira do país.
Assista ao programa na íntegra:
