Associações empresariais, empresários e frentes parlamentares articulam um plano para tentar barrar o fim da jornada de trabalho 6×1. A informação é da Folha de S. Paulo.
De acordo com o jornal, o grupo aposta em três frentes de atuação:
- A 1ª é trabalhar para adiar a votação da proposta para depois das eleições deste ano.
- A 2ª prevê a elaboração de estudos e campanhas para destacar possíveis impactos negativos da mudança.
- Já a 3ª estratégia envolve a apresentação de alternativas, como a desoneração da folha de salários ou a autorização do pagamento por hora trabalhada.
A principal estratégia dos empresários, segundo fontes consultadas pelo jornal, é atuar para que a PEC só seja votada depois da eleição de outubro: “É consenso que não haverá como barrar a aprovação ou modificá-la substancialmente no primeiro semestre, pelo alto apelo junto aos eleitores, assim como ocorreu no projeto que elevou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000”.
A oposição criticou a criação de um novo imposto sobre quem recebe mais de R$ 50 mil para bancar a medida, mas acabou votando a favor.
O governo Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulam ofensiva para acelerar a tramitação da PEC, de Erika Hilton, do fim da escala 6×1, de acordo com o site UOL. Lula e aliados veem na proposta uma “bandeira” capaz de mobilizar eleitores nas eleições de outubro.
Em vídeo divulgado ontem (22) nas redes sociais, Motta (Republicanos-PB) afirmou que o relator na Comissão de Constituição e Justiça da proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 será indicado no início desta semana.
A admissibilidade da PEC, de acordo com o presidente da Casa, será votada até o final do mês de março. Depois, ela vai pra debate em comissão especial. “Avançaremos com muito diálogo e ouvindo todos os lados. Sem radicalismos!”, escreveu Motta no Instagram.
