O cenário crítico das finanças dos Correios afeta também a empresa responsável pelos planos de saúde dos funcionários. A Postal Saúde, braço do órgão de entregas, divulgou que há risco de “continuidade operacional” e pode paralisar atendimento médico aos beneficiários.
Para atender os funcionários, o braço depende de repasses dos Correios — que fechou 2024 com prejuízo de R$ 2,6 bilhões —, sem eles, a Postal Saúde não pode arcar com seus compromissos financeiros.
A situação financeira da empresa já era difícil, mas piorou em março de 2022 quando uma medida fez com os Correios deixassem de ser o responsável por todas as despesas da Postal Saúde e passasse a ser patrocinador, com uma participação orçamentária menor.
No fim do ano passado, demonstrações financeiras indicaram perigo à continuação dos trabalhos. Segundo o documento, pode ser preciso um suporte financeiro adicional se os Correios não arcarem com as despesas.
Com a crise financeira, a empresa precisou suspender o pagamento a consultórios médicos, com a redução de atendimentos.
Atualmente, os funcionários dos Correios pagam cerca de 42% do valor dos procedimentos médicos. O valor considerado alto pelos beneficiários e fez com mais de 25 mil dispensassem os planos.
Apesar de enfrentar uma crise financeira, os Correios investiram R$ 38,4 milhões em patrocínios durante o terceiro governo Lula. Os maiores investimentos foram de R$ 6 milhões para o festival Lollapalooza e R$ 4 milhões para uma turnês de Gilberto Gil, ex ministro da Cultura no primeiro mandato de Lula.
