Itália analisa prisão domiciliar de Zambelli em agosto
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o caso da deputada federal Carla Zambelli, presa em Roma, deve ser concluído ainda no segundo semestre de 2025.
Em entrevista à GloboNews, Mosca disse que há, entre as autoridades italianas, um “sentimento da necessidade de um processo curto”. Ele ainda desmentiu a narrativa apresentada pela defesa de Zambelli, que alegava que a parlamentar teria se entregado voluntariamente. Segundo o diplomata, ela foi capturada em sua residência.
De acordo com Mosca, os advogados de Zambelli tentam criar “um ambiente melhor” para argumentar em favor de medidas alternativas à prisão. Uma nova análise será feita em agosto para avaliar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa, que alega problemas de saúde.
O embaixador comentou também a repercussão do caso na Itália, mencionando uma “avalanche de matérias” na imprensa local e destacando que Zambelli chegou a conceder uma entrevista a um veículo italiano.
Ao ser questionado, Mosca disse não considerar “extemporâneo” comparar a situação da parlamentar ao caso do terrorista Cesare Battisti, extraditado pelo Brasil em 2019.
“O caso Cesare Battisti está superado na Itália. As autoridades italianas entenderam perfeitamente que a decisão do presidente Lula acabou sendo equivocada por uma assessoria que passou para ele um entendimento que não correspondia à realidade”, afirmou.
A deputada, que responde a processos no Brasil, segue presa enquanto o governo italiano avalia os próximos passos do processo.
