Em documento, oposição aponta falhas na denúncia da PGR contra Bolsonaro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Em documento, oposição aponta falhas na denúncia da PGR contra Bolsonaro

Oposição elabora documento com falhas da denúncia da PGR contra Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A oposição elaborou um documento, obtido em primeira mão por este site, em que aponta uma série de falhas na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Elaborado pelo Observatório da Oposição, o texto desmonta a tese de golpe e chega a ironizar Paulo Gonet, que acusa Bolsonaro “de formar uma organização criminosa em 2021 para derrubar um governo que sequer existia”. “Um exercício digno de Nostradamus”.

Além disso, ressalta o documento, “não há registro de qualquer Poder tendo sua autoridade obstruída durante o governo Bolsonaro“. A PGR “aposta na lógica do absurdo: na capacidade de prever uma derrota eleitoral antes mesmo da definição dos candidatos”. O texto da oposição lembra também que Jair Bolsonaro sancionou a lei agora usada contra ele.

Em outro trecho, a oposição refuta a tese de que Bolsonaro “controlava” os atos de 8 de Janeiro, destacando que, embora Gonet acuse o ex-presidente, não apresente provas, além de desconsiderar o fato dele estar nos EUA desde 31 de dezembro de 2022.

Também foi rebatida a alegação de que Bolsonaro tenha planejado o assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes na “Operação Punhal Verde-Amarelo”. A oposição cita o depoimento de Mauro Cid, que disse não saber se Bolsonaro estava ciente do plano, informação omitida na denúncia de Gonet.

Outro ponto desconstituído é a acusação de que Bolsonaro teria sido o líder de uma suposta “Abin Paralela”. O texto expõe a falta de provas concretas, alegando que a denúncia “se apoia apenas em uma fala mencionando pedidos do ’01’, sem nenhum vínculo com golpe de Estado e sem comprovação de que partiram realmente de Bolsonaro”.

O documento apresenta também uma linha do tempo com eventos entre novembro e dezembro de 2022, destacando ações de Bolsonaro nesse período:

  • 01/11/2022 – “Jair Bolsonaro reconheceu o resultado das eleições: Iniciou o processo de transição conforme previsto em lei, agradeceu aos seus eleitores, reafirmou seu compromisso com a Constituição e condenou os bloqueios de rodovias”.
  • 02/11/2022 – “Bolsonaro solicitou desbloqueio das rodovias”: “Bolsonaro pediu nas redes sociais que seus apoiadores desbloqueassem rodovias, alertando sobre a violação do direito de ir e vir e os prejuízos à economia”.
  • 04/11/2022 – “Geraldo Alckmin nomeado para governo de transição: O governo Bolsonaro nomeou o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, como Coordenador da Transição Governamental, autorizando a indicação de até 50 membros para a equipe”.
  • Dezembro/2022 – “Múcio admite que Bolsonaro ajudou ele a ser recebido pelas forças armadas: Ao relatar os desafios da transição de governo, Múcio admite em entrevista que Bolsonaro foi um facilitador para ele obter êxito”.
  • 22/12/2022 – “Relatório Final do Gabinete de Transição: Confirmado o pleno cumprimento legal no fornecimento de informações pelo governo Bolsonaro, sem apontar dificuldades ou barreiras das equipes técnicas do governo”.
  • 28/12/2022 – “Nomeação de indicado de José Múcio para o comando do Exército: Bolsonaro oficializou a nomeação do general Júlio César de Arruda, indicado por Lula e José Múcio, para o comando interino do Exército”.
  • 30/12/2022 – “Comandantes de Lula nomeados: Bolsonaro nomeou os comandantes da Marinha e da Aeronáutica indicados por Lula”.
  • Até 31/12/2022 – “Não decretou Estado de Sítio, Defesa ou qualquer outro instrumento previsto em nossa Constituição”.

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