Empresário ligado aos governos Lula e Dilma é um dos maiores devedores da Fazenda Nacional
O empresário Eike Batista ocupa a 15ª posição entre as pessoas físicas com maiores débitos inscritos na dívida ativa da União, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O valor total supera R$ 4 bilhões, sendo a maior parte referente a tributos. Há ainda cerca de R$ 375 mil em dívidas previdenciárias, segundo o Metrópoles.
Eike começou a abrir o capital de suas empresas a partir de 2006, criando o chamado “Império X”, formado por OGX (petróleo), MMX (mineração), OSX (estaleiros), LLX (logística portuária) e MPX (energia).
Em 2012, chegou a ser o 7º homem mais rico do mundo, com fortuna estimada em US$ 30 bilhões, segundo a revista Forbes. Foi o brasileiro mais rico naquele ano.
O empresário teve relação direta com os governos de Lula e Dilma Rousseff. Seus projetos foram financiados por bancos públicos, como o BNDES, no contexto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A crise do grupo teve início com o fracasso da OGX em cumprir metas de produção. A partir de 2012, ações do conglomerado passaram a cair de forma acelerada na Bolsa de Valores, levando a um dos maiores pedidos de recuperação judicial do país.
Em 2017, Eike foi preso pela Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato. Foi acusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por pagamento de propina a agentes públicos, incluindo o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Parte da pena foi cumprida em regime fechado, e hoje o empresário responde em liberdade.
