Eduardo Tagliaferro diz que parceiros de Moraes pediam relatórios informais ao TSE Em depoimento ao Senado, Eduardo Tagliaferro acusou aliados de Moraes de pedirem relatórios informais no TSE e disse temer ser silenciado pelo ministro.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eduardo Tagliaferro diz que parceiros de Moraes pediam relatórios informais ao TSE

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Por Redação

Hoje na Itália, Tagliaferro disse temer represálias caso retorne ao Brasil

O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro afirmou nesta terça-feira (2) em depoimento à Comissão de Segurança Pública do Senado, que parceiros do ministro Alexandre de Moraes faziam pedidos informais de relatórios quando o magistrado presidia a Corte eleitoral.

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“Moraes tinha parceiros que faziam pedidos para a assessoria monitorar, como integrantes da UFRJ, UFMG e a Agência Lupa”, disse.

Segundo ele, até mesmo “uma simples crítica a ministro do Supremo, instituições brasileiras, urnas, eleições e até o Lula já motivava o monitoramento”.

Tagliaferro explicou que a assessoria entregava os relatórios de forma oficial, mas os pedidos iniciais eram feitos fora dos trâmites legais.

“Os pedidos vinham por grupos de WhatsApp ou por conversas paralelas. Nós devolvíamos via rito oficial ao gabinete de Moraes, seja no TSE ou mesmo no STF. O que era falado para nós é que o rito normal demoraria muito, e que a democracia precisa de celeridade”, disse.

Atualmente vivendo na Itália, o ex-integrante do TSE teve sua extradição solicitada por Moraes ao Ministério da Justiça e responde a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por vazar conversas internas de servidores do TSE e do STF. Ele afirma não ter intenção de voltar ao Brasil por temer perseguição.

“Óbvio que eu não gostaria, porque sei quem é Moraes. E sei que eu estando aí é para calar, inclusive pode até fazer um simulado e tirar a minha vida, porque ele não quer que eu fale”, afirmou em entrevista recente à Revista Oeste.

Durante a oitiva no Senado, Tagliaferro voltou a falar que teme por sua segurança. Reiterou que está disposto a colaborar com informações, mas frisou que só poderá fazê-lo “desde que esteja vivo”.

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