O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal em que é réu por suposta “coação no curso do processo”. Com a ausência dele, o caso pode avançar para as fases finais antes do julgamento.
O depoimento estava previsto para ocorrer por videoconferência. Como réu, ele não é obrigado a prestar esclarecimentos.
A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Eduardo de atuar para interferir no caso da suposta “trama golpista”. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão.
Em novembro do ano passado, a Corte aceitou por unanimidade a denúncia da PGR. O inquérito aponta atuação do ex-deputado junto ao governo dos EUA para pressionar por medidas como tarifas contra produtos brasileiros e restrições a autoridades do país.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos EUA e perdeu o mandato por faltas às sessões da Câmara.
Antes de marcar o interrogatório, Alexandre de Moraes determinou a notificação de Eduardo por edital. O ex-deputado não foi localizado nem apresentou defesa particular. Sem advogado constituído, o ex-parlamentar é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
