Eduardo Bolsonaro chama denúncia da PGR de “fajuta” e fala em perseguição Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo reagiram à denúncia da PGR, chamando-a de “fajuta” e alegando perseguição política após sanções dos EUA.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eduardo Bolsonaro chama denúncia da PGR de “fajuta” e fala em perseguição

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Por Redação

Paulo Gonet pede que STF notifique o presidente da Câmara sobre denúncia

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo chamaram de “fajuta” a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal. Em nota conjunta, eles afirmaram que a acusação confirma o cenário de perseguição política estão sofrendo.

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“O momento da publicação, logo após novas sanções dos EUA, evidencia a perseguição política em curso. Mas é uma perda de tempo: não nos intimidaremos. Pelo contrário, isso apenas reforça o que temos afirmado repetidamente — que a anistia ampla, geral e irrestrita é o único caminho para o Brasil. Meias-medidas apenas agravarão o problema”, disseram.

A denúncia se refere a uma suposta tentativa de Eduardo de coação no curso do processo da suposta tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão. Segundo a PGR, o deputado buscou junto ao governo Donald Trump que os Estados Unidos aplicassem sanções e tarifas contra o Brasil e contra autoridades do Judiciário como forma de represália ao julgamento.

O ex-presidente não foi incluído na denúncia, já que, de acordo com a PGR, não há indícios até o momento de que ele também tenha atuado na coação das autoridades judiciais. O procurador-geral Paulo Gonet destacou, porém, que novas descobertas podem levar a mais denúncias.

Na manifestação, Gonet pediu que o STF comunique o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a denúncia, mencionando que Eduardo tem usado a condição de líder da Minoria como justificativa para se manter no exterior, “de onde desenvolve as suas atividades malsãs”.

Agora, caberá ao STF decidir se aceita ou não a denúncia contra Eduardo e Paulo Figueiredo. Caso seja aceita, os dois passarão à condição de réus em uma ação penal por coação em processo judicial.

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