Dona da Jeep, Fiat e Citroën avalia expandir operação nos EUA e paralisa fábricas no México e Canadá - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Dona da Jeep, Fiat e Citroën avalia expandir operação nos EUA e paralisa fábricas no México e Canadá

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Stellantis — grupo que controla marcas como Fiat, Jeep e Citroën — inicia nesta segunda-feira (7) a paralisação de fábricas no México e no Canadá. A medida, que deve durar duas semanas, ocorre em resposta às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre a importação de carros e peças automotivas.

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A decisão também atinge o mercado americano. Cerca de 900 funcionários serão demitidos em cinco unidades nos EUA, segundo informações da imprensa local.

As barreiras foram anunciadas na quinta-feira (3) pelo presidente Donald Trump, que vem apostando no protecionismo como estratégia para recuperar o setor industrial americano — abandonado por administrações anteriores, incluindo o governo Biden e, principalmente, por políticas externas permissivas defendidas por governos de esquerda, como o de Lula no Brasil.

No Canadá, a suspensão das atividades atinge cerca de 4.500 trabalhadores. As unidades impactadas são especializadas em trem de força e estampagem, componentes centrais na montagem de veículos.

Em mensagem interna aos funcionários, a Stellantis definiu o cenário como um momento de “incertezas”, exigindo “resiliência” e “disciplina” para lidar com a nova política comercial adotada por Trump. A empresa ainda não detalhou se o Brasil, onde o setor automotivo é pressionado por alta carga tributária e instabilidade regulatória, poderá ser afetado.

“Continuamos avaliando os efeitos de médio e longo prazo dessas tarifas em nossas operações, mas também decidimos tomar algumas ações imediatas, incluindo a pausa temporária da produção em algumas de nossas plantas de montagem canadenses e mexicanas”, afirmou Antonio Filosa, diretor de operações da Stellantis para as Américas.

Filosa disse ainda que a empresa busca se adaptar “rapidamente” ao novo cenário e que o grupo sairá “ainda mais forte”. Entre as alternativas estudadas estão a ampliação de fábricas nos EUA e a revisão da cadeia de produção global.

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