Dirigente do Hamas chama guerra de “momento de ouro” e congela negociações Ghazi Hamad, dirigente do Hamas, disse que a guerra trouxe “momento de ouro” para a Palestina, criticou Israel e congelou negociações por cessar-fogo.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Dirigente do Hamas chama guerra de “momento de ouro” e congela negociações

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Por Redação

Hamad negou responsabilidade pelas mortes em Gaza e defendeu braço armado

O dirigente do Hamas, Ghazi Hamad, afirmou que a ofensiva de Israel contra Gaza, iniciada após os ataques de 7 de outubro de 2023, representa um “preço alto” para os palestinos, mas ao mesmo tempo abriu um “momento de ouro” para o reconhecimento internacional do Estado da Palestina. Em entrevista à CNN, publicada nessa quinta-feira (25), ele disse que as negociações por cessar-fogo estão “congeladas”.

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Hamad disse que o conflito colocou a questão palestina no centro da 80ª Assembleia Geral da ONU, onde diversos líderes criticaram as ações israelenses.

“Eles condenaram Israel. Esperamos por este momento por 77 anos. Acho que este é um momento de ouro para o mundo mudar a história”, afirmou.

Durante o encontro, o presidente Lula acusou Israel de destruir o sonho de uma nação palestina.

Terroristas do Hamas
Terroristas do Hamas

Outros líderes também atacaram o governo de Benjamin Netanyahu. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chamou a atuação de Israel em Gaza de desumana, enquanto o presidente do Chile, Gabriel Boric, falou em “genocídio” e defendeu julgamento internacional contra o premiê israelense.

Após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas em Israel e deixou mais de 250 reféns, a resposta militar israelense já resultou, segundo autoridades de Gaza, em mais de 65 mil mortes, a maioria de mulheres e crianças. O número é considerado confiável pela ONU. Hamad negou que o grupo seja responsável pelas vítimas civis.

“Sei que o preço é alto, mas pergunto novamente: qual é a opção?.”

Hamas e reféns israelenses

Questionado sobre os reféns israelenses ainda sob poder do grupo, o dirigente disse que estão sendo tratados “com os princípios islâmicos” e negou haver provas de abusos sexuais relatados por alguns libertados. Ele também acusou os Estados Unidos de atuarem sob ordens de Israel, sem neutralidade no conflito.

Israel condiciona um acordo ao fim do Hamas, ao desarmamento e à devolução dos reféns. Hamad rejeita a pressão e afirma que o braço armado da organização é “legítimo e legal”, podendo ser incorporado a um futuro exército palestino em caso de reconhecimento do Estado.

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