Seis réus serão julgados por suposta participação em plano de golpe; PGR já pediu condenação do grupo
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para 9 de dezembro o início do julgamento do chamado núcleo 2 da suposta trama golpista. Serão reservadas sessões também para os dias 10, 16 e 17 de dezembro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já pediu a condenação dos seis réus acusados de atuar no “gerenciamento das ações” da organização investigada. Este será o último grupo a ter as acusações analisadas pela Corte.
Os réus são:
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do DF;
- Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência;
- Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro;
- Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
- Mário Fernandes, general da reserva do Exército;
- Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal.
Em interrogatório realizado em julho, todos negaram envolvimento no caso. As defesas pediram absolvição por falta de provas.
Segundo a PGR, os acusados tinham cargos de destaque no governo Bolsonaro e teriam coordenado ações de monitoramento e neutralização de autoridades, promovido instabilidade política e elaborado um decreto para instituir medidas de exceção no país.
A Procuradoria também sustenta que o grupo atuou para restringir o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022, especialmente no Nordeste.
Os seis réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
