Dino pede explicações sobre uso emendas em filme de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Dino pede explicações sobre uso emendas em filme de Bolsonaro

Ministro do STF dá prazo de 5 dias para Câmara e deputados do PL responderem a suspeitas levantadas por Tabata Amaral

Crédito para a foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Câmara dos Deputados e parlamentares do PL prestem esclarecimentos, no prazo de cinco dias, sobre suspeitas envolvendo o uso de emendas parlamentares no financiamento indireto de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 854, que trata da transparência na destinação de recursos públicos, após provocação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Na petição, a parlamentar aponta indícios de que verbas conhecidas como “emendas pix” teriam sido direcionadas a entidades vinculadas a um mesmo grupo empresarial.

Segundo a denúncia, essas empresas compartilhariam estrutura, endereço e gestão, o que, na prática, indicaria uma atuação coordenada e dificultaria o rastreamento do dinheiro. O documento menciona que recursos enviados por deputados teriam sido posteriormente utilizados na contratação de serviços de marketing eleitoral junto a companhias ligadas ao mesmo núcleo.

Os ex-deputados federais Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP), além dos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF). O deputado Mário Frias (PL-SP) também aparece na apuração, com menção ao envio de recursos a uma das entidades e à contratação de serviços relacionados a outra empresa do mesmo grupo.

A representação ainda levanta a hipótese de que parte dos valores movimentados possa ter abastecido a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Bolsonaro. De acordo com Tabata, a produtora responsável pelo projeto teria ligação com a estrutura empresarial mencionada na denúncia.

Ao determinar as manifestações, Dino afirmou que “a medida busca garantir a transparência e a rastreabilidade de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares”. O ministro também solicitou esclarecimentos individuais dos parlamentares citados antes de avaliar eventuais providências.

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