Desconfiança no STF atinge 60% e bate recorde, diz pesquisa
Brasília, Quinta, 25 de junho de 2026
Justiça

Desconfiança no STF atinge 60% e bate recorde, diz pesquisa

Levantamento aponta avanço da rejeição à Corte e percepção de falta de imparcialidade entre ministros

fachada stf
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o pior nível da série histórica, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (20). O levantamento mostra que 60% da população dizem não confiar na Corte, enquanto 34% afirmam confiar e 4% não souberam ou não quiseram responder.

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O resultado representa uma mudança significativa em relação ao início da série, em janeiro de 2023, quando os índices estavam praticamente empatados: 45% declaravam confiar no tribunal e 44% afirmavam o contrário. Desde então, a desconfiança cresceu de forma contínua, acumulando alta de 15 pontos percentuais.

A deterioração da imagem do Supremo ocorre em meio à repercussão do caso Banco Master, que ampliou questionamentos sobre a atuação dos ministros. Segundo a pesquisa, 66,1% dos entrevistados acreditam que há envolvimento direto de integrantes da Corte no caso, enquanto 18,9% dizem não ter opinião e 14,9% descartam essa hipótese.

O levantamento também aponta forte percepção de interferência externa: 76,9% afirmam que há influência de políticos, partidos ou grupos nos julgamentos do STF, enquanto apenas 6,1% avaliam que os processos ocorrem sem esse tipo de pressão.

Na avaliação institucional, 59,5% dos entrevistados consideram que os ministros não demonstram competência e imparcialidade, contra 34,9% que avaliam positivamente a atuação da Corte.

Entre os magistrados, Dias Toffoli concentra o maior desgaste: 81% dos entrevistados têm avaliação negativa sobre sua atuação. Além disso, 49,3% defendem seu impeachment em razão de suspeitas relacionadas ao caso Banco Master.

Na sequência, Gilmar Mendes aparece com 67% de avaliação negativa, seguido por Alexandre de Moraes, com 59%.

O estudo ainda indica que 53% dos entrevistados consideram que o processo de liquidação do Banco Master não deveria ser analisado pelo STF, enquanto 36,9% defendem que o caso permaneça sob responsabilidade da Corte.

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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