Secretário de SP diz que valores e bens confiscados irão para um fundo da Segurança Pública
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que recursos apreendidos do crime organizado — inclusive valores e um imóvel ligados à esposa de Marcola, líder do PCC — serão destinados a financiar tecnologia e infraestrutura para as polícias no Estado. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Estadão.
Segundo Derrite, o caso da esposa de Marcola envolve R$ 479 mil já transferidos ao fundo da Secretaria e uma casa em Alphaville, avaliada em R$ 3 milhões, que deverá ser leiloada. “Vamos usar o dinheiro da mulher do Marcola na Segurança Pública”, disse.
Ele citou ainda o programa Recupera SP, que reverte bens e valores em investimentos para a segurança. De acordo com o secretário, o mecanismo já adicionou R$ 62 milhões ao caixa da pasta, com a meta de alcançar até R$ 1 bilhão ao ano.
Obras e equipamentos
Derrite deu como exemplo recente um acordo na região de São José dos Campos, com R$ 10 milhões destinados à construção da nova delegacia seccional de Taubaté, compra de viaturas e drones para guardas municipais e polícias. “É retirar o dinheiro do crime e transformar em investimento para as forças policiais”, afirmou.
O secretário disse manter diálogo frequente com o promotor Lincoln Gakiya e defendeu discutir no Brasil a figura do “juiz oculto” e a criação de uma agência antimáfia, modelos inspirados na experiência italiana.
A secretaria pretende ampliar o uso de bens e valores confiscados para financiar tecnologia, infraestrutura e operações. Próximos passos incluem o leilão do imóvel em Alphaville e a execução de projetos já previstos no Recupera SP.
