Delator de Lulinha pede proteção ao STF após relatar ameaças
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Delator de Lulinha pede proteção ao STF após relatar ameaças

Medida foi autorizada por André Mendonça, mas implementação ainda depende de acordo com a Polícia Federal

Lulinha-INSS
Foto: Divulgação

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Por Redação

Um dos principais delatores nas investigações que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Lula (PT), informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que teme por sua segurança e solicitou proteção do Estado. A identidade da testemunha não foi divulgada a pedido próprio. As informações são do portal CNN.

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O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, que autorizou a adoção de medidas de proteção. Apesar da decisão, as tratativas para garantir a segurança ainda não foram implementadas.

De acordo com depoimentos prestados à Polícia Federal em 2025, o delator afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria efetuado pagamentos mensais a Lulinha.

Segundo o relato, os repasses teriam como objetivo facilitar o acesso a órgãos de saúde do governo para comercialização de produtos relacionados ao canabidiol. As defesas dos citados negam as acusações.

A manifestação apresentada pelos advogados da testemunha ao STF, em fevereiro deste ano, informa que ele colaborou com as autoridades no âmbito das investigações da chamada Operação Sem Desconto e forneceu elementos considerados relevantes para o andamento das apurações.

Segundo a defesa, após prestar depoimento, o delator passou a enfrentar exposição pública decorrente do vazamento de informações sobre suas declarações. Os advogados também relataram indícios de que imagens dele e de familiares, incluindo de sua filha, teriam sido retiradas de redes sociais e compartilhadas com terceiros.

No pedido enviado ao Supremo, a defesa sustenta que a adoção de medidas de proteção é necessária para preservar a integridade física e psicológica da testemunha e garantir que a colaboração com as investigações possa prosseguir sem riscos.

O delator afirmou ainda ter recebido a possibilidade de ingressar em um programa oficial de proteção a testemunhas. No entanto, avaliou que as exigências previstas — como mudança de residência, preservação de identidade e restrições de contato — seriam excessivamente rígidas e implicariam alterações profundas em sua rotina pessoal e profissional.

Os advogados defendem que alternativas menos restritivas poderiam ser adotadas, como reforço pontual de segurança, acompanhamento institucional e maior proteção de dados pessoais.

Apesar da autorização judicial, fontes da Polícia Federal afirmaram que o órgão não negocia modelos específicos de proteção. Segundo o entendimento da corporação, a testemunha precisa aderir integralmente aos programas previstos na legislação para ter acesso às medidas de segurança.

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