Em uma coletiva de imprensa realizada na entrada do prédio da Primeira Turma do STF, Celso Vilardi, de advogado Jair Bolsonaro, classificou a delação de Cid como um “escâdalo que pode gerar precedentes perigosíssimos”. A declaração, feitas após a sustentação oral no julgamento, ainda chama a investigação da PGR como “inadimissível”.
Vilardi destacou que as evidências apresentadas não indicam qualquer conexão de Bolsonaro com os eventos de 8 de janeiro ou com as chamadas “Operação Copa” ou “Punhal”.
O advogado afirmou que o único fato comprovado é a realização de uma reunião em 7 de dezembro, e que a discussão de medidas constitucionais que não foram implementadas não pode levar à condenação de uma pessoa.
“A condenação baseada em conjecturas, como tenho afirmado, é, de fato, um escândalo”, disse Vilardi aos jornalistas.
O advogado também desqualificou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. Para Vilardi, o delator não cumpriu os requisitos básicos para a colaboração, pois “mentiu e se contradisse em diversos momentos”.
Ele considerou “inadmissível” que a acusação se baseie em um depoimento de alguém que demonstrou falta de “voluntariedade”, o que, segundo ele, não se sustentaria em “nenhum outro lugar do mundo”.
Ao final da coletiva, o advogado informou que se encontraria com o ex-presidente Bolsonaro ainda nesta quarta-feira (3) em casa.
