Defesa de ex-presidente do BRB chama prisão de “desnecessária”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de ex-presidente do BRB chama prisão de “desnecessária”

Advogado diz que não há indícios de interferência na investigação

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília/14-08-2019
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou que a prisão do executivo é “desnecessária”. Ele foi detido manhã (16) pela Polícia Federal na quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo o advogado Cleber Lopes, não há elementos que justifiquem a medida cautelar.

“Desde a primeira fase da operação, não há notícia de que ele tenha praticado qualquer fato que pudesse atentar contra a instrução criminal, contra a ordem pública, contra a aplicação da lei penal, de maneira que a defesa considera, no primeiro momento, a prisão absolutamente desnecessária”, afirmou.

A defesa informou ainda que não fará outras considerações sobre a decisão até analisar integralmente o despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização da operação.

A ação da Polícia Federal apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

Além de Costa, o advogado Daniel Monteiro também foi alvo de prisão, apontado como operador financeiro do esquema.

Antes da prisão, o ex-presidente do BRB havia solicitado ao STF a possibilidade de prestar novo depoimento à Polícia Federal e apresentar documentos à sua defesa.

A investigação aponta suspeitas de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a apuração, Costa teria recebido valores por meio de imóveis ligados a operações envolvendo o BRB e o Banco Master.

Costa já havia sido afastado do cargo por decisão judicial em fase anterior da operação e, posteriormente, foi demitido.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade