O advogado Paulo César Rodrigues de Faria comunicou agora há pouco (9) sua saída da defesa do ex-deputado Daniel Silveira, após anos de atuação marcada por críticas e confrontos com o Supremo Tribunal Federal.
A renúncia foi formalizada em petição encaminhada ao relator dos processos, o ministro Alexandre de Moraes, na qual o advogado afirma o encerramento de sua atuação profissional no tribunal e pede a retirada de seu nome dos autos e de inquéritos conexos.
No documento, Faria sustenta que sua saída ocorre em razão do “exaurimento do trabalho” no STF, além de motivos de saúde e questões pessoais. Na mesma petição, utiliza linguagem crítica ao relator e encerra a manifestação com a frase: “Aos incautos curiosos e aqueles que comemoram: MISSÃO CUMPRIDA!”.
Boa tarde a todos. pic.twitter.com/oTwRuAa7fw
— DR. PAULO FARIA (@drpaulofaria22) February 9, 2026
O advogado também requer a aplicação do artigo 112 do Código de Processo Civil para dispensar o prazo de transição de dez dias, sob o argumento de que outros defensores já estão cadastrados nos autos. Nos processos em que não houver substituto imediato, pede que o ex-deputado seja intimado para constituir novo advogado ao fim do prazo legal.
A atuação de Paulo Faria ficou marcada por petições com críticas reiteradas ao relator dos casos. Em 2022, ele foi impedido de ingressar no plenário do STF por não apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19. No mesmo ano, foi multado em R$ 2 mil por decisão de Alexandre de Moraes, sob o entendimento de abuso do direito de recorrer.
Em manifestações anteriores, o advogado chegou a classificar decisões do relator como baseadas em “justificativas estapafúrdias, mentirosas e covardes”. Em 2025, o STF avaliou a aplicação de nova multa à defesa de Daniel Silveira por litigância excessiva, após o protocolo de diversos pedidos em curto intervalo de tempo.
Com a renúncia formalizada, a defesa do ex-deputado passa a ser integralmente conduzida pelos demais advogados já habilitados nos autos.
