Defesa de Cid nega coação em colaboração 
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Defesa de Cid nega coação em colaboração 

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Defesa do ex-ministro de ordens teme a anulação da colaboração do réu

No último dia de alegações no julgamento da chamada “tentativa de golpe de Estado”, agora há pouco (2), a defesa de Mauro Cid buscou reforçar a validade do acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O advogado Jair Alves Ferreira disse que não houve coação nem por parte da Polícia Federal nem pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

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“Foi batido muito no processo que Mauro Cid foi coagido. Ele teria sido coagido inicialmente pela PF e depois pelo eminente relator Alexandre de Moraes. Isso não ocorreu”, afirmou. Segundo o advogado, o próprio histórico dos depoimentos mostra divergências naturais, mas sem vício de legalidade.

Ferreira citou que nenhum investigado costuma concordar com quem o indiciou ou determinou sua prisão. “Qual cliente já concordou com o juiz que mandou prendê-lo ou com o delegado que o indiciou? Isso não é da natureza humana. Isso não significa coação”, declarou, em referência ao ministro Cristiano Zanin, que integra a turma julgadora.

O defensor também lembrou a audiência de novembro de 2023, em que Moraes advertiu Cid sobre eventuais contradições no depoimento. Para Ferreira, a advertência não configurou ameaça, mas o cumprimento do devido processo legal: “Vossa Excelência tinha a obrigação de falar isso para Mauro Cid. Se não tivesse feito, eu estaria aqui reclamando de Vossa Excelência. Mas isso não é coação.”

A defesa rebateu ainda questionamentos levantados a partir de mensagens atribuídas a Cid em redes sociais, incluídas em ação da qual também participam outros investigados, como o coronel Marcelo Câmara. Ferreira negou que o ex-ajudante tenha usado o perfil citado no processo e disse que essas informações estão sob apuração.

O advogado insistiu que Cid não tentou “dar um golpe de Estado”, como descrito na acusação, lembrando que o ex-ajudante já havia sido nomeado para assumir um batalhão em Goiânia em março de 2023, o que demonstraria ausência de envolvimento em articulações políticas.

Ferreira também destacou que o ex-ajudante manteve posição crítica em pontos centrais da investigação. “Mauro Cid sempre disse que jamais acreditou que o presidente Bolsonaro assinasse qualquer documento que subvertesse a ordem constitucional. Se houvesse coação, esse trecho não estaria no processo”, concluiu.

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O doutor Mauro Cesar Bittencourt, destacou a ausência de fatos concretos que fundamentasse uma Ação Penal e que há algo que demonstre a intenção real de “subverter o regime constitucional”

“A própria investigação admite que apenas projetou um rascunho de documento em uma tela do Palacio do Planalto. (…) Não há uma linha que demonstre a intenção real de subverter o regime constitucional vigente. O que temos aqui: presença física. Mas isso não é crime! Nem aqui, nem na china!”, disse.

 

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