Ao STF, defesa aponta piora no quadro de saúde de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Ao STF, defesa aponta piora no quadro de saúde de Bolsonaro

Pedido cobra urgência na entrega do laudo pericial da PF, citando crises de vômitos e soluços

Bolsonaro pode ter alta até sexta-feira

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que seu estado de saúde se agravou nos últimos dias e solicitou que a Polícia Federal (PF) seja intimada a entregar, com urgência, o laudo médico elaborado pela junta pericial da corporação. O documento é considerado essencial para a análise do pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias.

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Segundo os advogados, Bolsonaro apresentou episódios de vômitos e crises intensas de soluços, em quadro que classificam como de saúde “fragilizada”.

O exame médico foi realizado em 20 de janeiro por médicos da Diretoria Técnico-Científica da PF, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. O prazo de dez dias fixado para a juntada do laudo já expirou, sem que o documento fosse anexado aos autos.

“Considerando o esgotamento do prazo fixado por Vossa Excelência, o já amplamente delineado estado de saúde fragilizado do Peticionário — o qual, inclusive, apresentou piora nos últimos dias, com o surgimento de episódios eméticos e crise de soluços acentuada — requer-se seja determinada a intimação da Superintendência da Polícia Federal, na pessoa de seu responsável, para que proceda, com a máxima urgência, à juntada do laudo pericial aos autos”, afirmam os advogados na petição encaminhada na quarta-feira (4).

A defesa ressalta que, sem o laudo oficial da perícia, o assistente técnico indicado não pode apresentar parecer, inviabilizando a manifestação completa da parte e atrasando a decisão do relator.

Bolsonaro cumpre prisão desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Ele foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Em decisão anterior, Moraes autorizou que o ex-presidente recebesse atendimento médico particular no local, sem necessidade de aviso prévio, com assistência disponível 24 horas por dia.

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