Dantas: Operação contra Master tem tudo a ver com política
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Dantas: Operação contra Master tem tudo a ver com política brasileira

Dantas: Operação contra Master tem tudo a ver com política brasileira
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

“Essa operação envolve completamente a nossa cena política”

Para Claudio Dantas, a operação da Polícia Federal deflagrada nesta manhã tem tudo a ver com a política brasileira. O programa ALive desta terça-feira (18), comandado pelo jornalista, abordou a ação que prendeu Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, e afastou Paulo Henrique Costa, presidente do BRB.

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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões vinculados aos investigados. Durante a operação, que envolve criação e negociação de títulos de crédito falsos, a PF apreendeu cerca de R$ 1,6 milhão em espécie, além de carros de luxo, obras de arte e relógios de alto valor.

 “Tem muita vinculação política. Vários estados e governadores aportaram fundos de previdência de seus estados e prefeituras no Banco Master”, afirmou o jornalista. Um exemplo, como noticiamos, é o governo do Rio, cuja Rioprevidência investiu cerca de R$ 1 bi no Master, responsável por parte dos recursos que pagam aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais.

“Essa operação envolve completamente a nossa cena política. Ela atinge o núcleo financeiro, mas é possível que haja desdobramentos”, acrescentou Dantas.

O jornalista também destacou que nunca havia visto uma “ação casada” como a de hoje. Além da operação da PF, o Banco Central determinou a liquidação judicial do Master, poucas horas depois de o banco anunciar um acordo que “resolveria seus problemas”. “Uma coisa que eu nunca vi”, afirmou.

Dantas comparou o caso do Banco Master com o da Americanas, criticando que os donos da companhia continuam “flanando por aí como se nada tivesse acontecido”, mesmo com um escândalo comprovado, alvo de CPI e com executivos condenados.

“Como é que passa tudo pelo regulador? Por que só conhecemos esses problemas quando já são irrecuperáveis? CVM, Banco Central, tudo isso passa aos olhos de todos e só quando o negócio explode, muitas vezes pelo trabalho da imprensa, é que se tomam providências”, questionou o jornalista.

“E na hora das providências, por que há tratamento diferenciado? Por que alguns são preservados e outros são presos e retirados do processo?”, completou.

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