Alive: Dantas critica “espiral recessiva” e programas sociais do governo Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: Dantas critica “espiral recessiva” e programas sociais do governo Lula

Ele afirmou que Haddad, que deve deixar o governo para disputar eleição, deveria “ir direto para a cadeia”.
Ele afirmou que Haddad, que deve deixar o governo para disputar eleição, deveria “ir direto para a cadeia”. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas.

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Por Redação

Analistas veem “dominação pelo endividamento” e efeito eleitoral de auxílios

O apresentador do programa Alive, Claudio Dantas, afirmou nesta terça-feira (2) que há uma “destruição de valor na classe média empreendedora” e acusou o governo Lula (PT) de usar o discurso de justiça social para ampliar impostos e dependência de programas sociais.

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Segundo ele, “eles mudam as estatísticas, colocam isso dentro de um discurso de justiça social, de justiça tributária, e dá-lhe ferro”.

O jornalista citou o Desenrola como exemplo de política que, segundo ele, “não resolveu o problema do endividamento e serviu como ferramenta de apoio político”.

Ao reler um artigo de sua autoria, Dantas disse que o programa beneficiou milhões, mas não conteve o avanço das dívidas, que voltaram a bater recordes. Ele também afirmou que o aumento dos gastos sociais pressiona juros e cria um cenário de “espiral recessiva”.

Sem precedentes

Dantas também criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citando uma fala dele: “O que Lula encomendou eu entreguei”.

Para o apresentador, a declaração evidencia aumento de gastos, impostos e da dívida pública. Ele afirmou que Haddad, que deve deixar o governo para disputar eleição, deveria “ir direto para a cadeia”, porque sua gestão resultou “em um projeto de destruição de riqueza sem precedentes”.

“Dominação pelo endividamento”

Para o analista econômico Ary Alcântara, há paralelos entre o atual cenário e fenômenos históricos descritos por Euclides da Cunha em Os Sertões. Segundo ele, a combinação entre miséria, abandono estatal e crescimento de facções estaria recriando dinâmicas semelhantes às do antigo cangaço no Nordeste e no Rio de Janeiro.

“Você domina a população pelo endividamento, pela dependência do Estado. O novo cangaço tem origem naquele mesmo princípio de miséria dependente e miséria ideológica”.

O analista defendeu que a saída para o país passa por “liberdade, produção, empreendedorismo e honestidade”, além de ruptura com práticas políticas que, segundo ele, alimentam a dependência do Estado.

Distorções no desemprego e juros

A cientista política Júlia Lucy afirmou que o governo sustenta gastos elevados com aumento de impostos e maior endividamento via emissão de títulos. Ela disse que “o governo toma a decisão de gastar muito dinheiro porque tem aumento de receitas e porque se endivida cada vez mais”.

Lucy criticou programas sociais por supostamente desestimularem o trabalho e distorcerem indicadores de desemprego, afirmando que “hoje, no Brasil, é considerado desempregado apenas quem procura emprego; quem não procura sai da estatística”.

Ela avaliou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mantém juros altos para controlar a inflação e atrair capital estrangeiro.

Segundo Lucy, “o investidor olha para os Estados Unidos, que pagam 4% ao ano, e olha para o Brasil pagando 15%. É óbvio que o dinheiro vem para cá”.

Para ela, o fluxo de recursos internacionais só permanece porque a taxa brasileira está muito acima da praticada em outras economias, mas isso “eleva dramaticamente o custo da dívida pública”.

Assista ao programa completo:

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