A ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro e ex-integrante da equipe de Paulo Guedes no Ministério da Fazenda, Daniella Marques, passou a integrar o grupo responsável pela elaboração do programa econômico do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Daniella se licenciou por 6 meses da empresa em que trabalha, a Legend. Ao g1, afirmou que a decisão foi para “ajudar o Brasil” e que pretende defender um modelo econômico “mais austero e virtuoso”. Disse estar também “indignada” com os gastos do governo Lula (PT) em pleno ano eleitoral.
Nos bastidores, o nome da economista é apontado como o mais cotado para o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio.
Na segunda da semana passada (08), o pré-candidato à Presidência afirmou que pretende indicar uma mulher para comandar a Fazenda. A declaração foi feita em evento do Grupo Voto, em SP, onde ele foi questionado sobre possíveis nomes para a área econômica caso chegue ao Planalto. O senador evitou antecipar nomes, mas reforçou que deseja uma mulher no cargo.
Segundo ele, integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro participam da construção das propostas da pré-campanha. Ainda assim, afirmou que não pretende divulgar nomes neste momento, sob o argumento de que a exposição antecipada pode gerar ataques políticos.
“E dar muita autonomia para o nosso ministro, a nossa ministra da economia, porque do jeito que as coisas estão hoje, sinceramente, se eu falo qualquer nome aqui agora, hoje já começa o processo de destruição dessa pessoa”, afirmou.
No mesmo evento, Flávio também comentou a escolha do vice e disse buscar um perfil complementar ao seu projeto político. “O prazo é até 14 de agosto […] o que eu posso falar é que é o perfil de alguém que complemente a nossa chapa, uma pessoa preparada e, de preferência, uma mulher”, declarou.
No início do mês, o senador afirmou que já tem “um nome no coração” para a vice-presidência, mas não revelou a escolha.
