CPMI do INSS vota hoje convocação de irmão de Lula
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS vota hoje convocação de irmão de Lula

A CPMI do INSS vai pautar o requerimento para ouvir Frei Chico nesta quinta-feira, em meio às investigações que apontam desvios de recursos e ligações com um esquema de benefícios irregulares Foto: Senado Federal
A CPMI do INSS vai pautar o requerimento para ouvir Frei Chico nesta quinta-feira, em meio às investigações que apontam desvios de recursos e ligações com um esquema de benefícios irregulares Foto: Senado Federal Foto: Senado Federal

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Comissão também ouve assessor da Conafer e avalia pedido de quebra de sigilos e prisões preventivas

A CPMI do INSS realiza nesta quinta-feira (16), às 9h, uma nova sessão em que analisará  o requerimento de convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) e irmão do Lula. O sindicato é acusado de filiar aposentados sem autorização e de realizar cobranças automáticas.

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O senador Izalci Lucas (PL-DF) defende a oitiva de Frei Chico para esclarecer o aumento de arrecadação do Sindnapi, que, segundo ele, passou de R$ 23,3 milhões em 2020 para R$ 154,7 milhões em 2024.

“Frei Chico tem o dever de esclarecer o crescimento na arrecadação de sua entidade. O fato de não ser alvo direto da Polícia Federal não impede a apuração desta CPMI”, afirmou o parlamentar.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que o requerimento será votado. “Nesta quinta-feira, estarei pautando na CPMI do INSS a convocação de Frei Chico para prestar depoimento à Comissão”, disse em publicação no X.

A oitiva de hoje

A CPMI hoje ouve também Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer). A entidade é investigada por suposto envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas.

Cícero Marcelino foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, sob suspeita de receber valores de mensalidades ilegais cobradas pela Conafer. Em depoimento anterior, o presidente da confederação, Carlos Roberto Ferreira Lopes, afirmou que o assessor prestava diversos serviços à entidade, incluindo “locações de veículos, compra de insumos e brinquedos para o Natal”.

Demais requerimentos da CPMI

Na primeira parte da reunião, os parlamentares vão votar 101 requerimentos, entre eles pedidos de quebra de sigilos e novas convocações. Um dos requerimentos propõe a quebra de sigilo bancário, fiscal e de comunicações do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, incluindo e-mails institucionais e o celular pessoal.

A base governista, liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou requerimentos para convocar o agente da Polícia Federal Philipe Roters Coutinho e Thiago Schettini, apontado como facilitador do esquema. Também foi solicitado o depoimento de José Arnaldo Bezerra Guimarães, suspeito de pagamentos à filha de Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-assessor do ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro.

O relator Alfredo Gaspar (União-AL) apresentou pedido de prisão preventiva do presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, acusado de chefiar um esquema que desviou milhões por meio do sindicato. Segundo Gaspar, há indícios de falsificação de documentos e contratações de empresas ligadas à esposa do acusado.

O senador Randolfe Rodrigues também pediu a convocação de Adelino Rodrigues Junior, sócio da empresa DM&H Assessoria Empresarial, ligada ao empresário Domingos Sávio de Castro, dono de uma empresa de telemarketing citada nas investigações.

Outros nomes na pauta incluem Alan Santos, diretor da Dataprev, e Lenilson Queiroz de Araújo, chefe da Ouvidoria do INSS. A CPMI deve ainda deliberar sobre a quebra de sigilo fiscal de quatro pessoas e 13 empresas, com envio de relatórios do Coaf.

A reunião ocorre no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.

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