O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou há pouco o cancelamento da sessão da comissão marcada para a tarde de hoje (09). De acordo com ele, a decisão foi tomada após o Paulo Camisotti apresentar atestado médico “de última hora”.
Segundo Viana, o empresário alegou “impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado”.
“A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações”, afirmou o senador na rede social X. “As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário”.
“A Comissão seguirá atuando com firmeza, responsabilidade e respeito às prerrogativas do Congresso Nacional, em defesa dos aposentados, órfãos e viúvas”, completou.
Paulo Otávio Montalvão Camisotti é dono de uma empresa que recebeu recursos de uma das associações investigadas pela comissão por participação no roubo de aposentados e pensionistas. Seu pai, Maurício Camisotti, teve papel central na “Farra do INSS” e é sócio do Careca do INSS.
Depoimento de Edson Araújo
A comissão também ouviria nesta tarde o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB), mas a oitiva foi adiada. Segundo Viana, a Junta Médica do Senado avaliou que Araújo tem condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar a Brasília neste momento por ter passado por cirurgia recente.
Araújo já foi alvo da PF na Operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Ele também é suspeito de ter se beneficiado do esquema, presidiu uma entidade de pescadores responsável por descontos associativos e já ameaçou o vice-presidente da CPI, Duarte Júnior (PSB-MA).
