Entre os presos estão o “Careca do INSS”, o presidente da Conafer e o da CBPA
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está ativa há 45 dias desde sua instalação em 20 de setembro de 2025, já aprovou 21 requerimentos de prisão preventiva e realizou a prisão em flagrante de 03 depoentes por envolvimento no roubo dos aposentados ou por mentir durante depoimentos.
Em 2 de setembro, a CPMI aprovou o requerimento para solicitar ao STF a prisão preventiva de 21 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas. O pedido foi feito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que justificou a medida “por conveniência da instrução criminal, garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que todos os nomes já constam nas investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU). O ministro André Mendonça, do STF, deve decidir sobre o requerimento.
Já entre os detidos até o momento estão Rubens Oliveira Costa, sócio do “Careca do INSS”; Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer; e Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
Prisões em flagrante na noite de ontem
O senador Carlos Viana determinou a prisão em flagrante de Abraão Lincoln, acusado de falso testemunho durante depoimento à CPMI. O relator, Alfredo Gaspar, apontou que o dirigente “faltou com a verdade em quatro oportunidades” e mentiu sobre sua renúncia ao cargo, que teria ocorrido por decisão judicial.
“Em nome dos aposentados — quase 240 mil que a CBPA enganou —, o senhor Abraão Lincoln Ferreira da Cruz está preso”, declarou Viana.
Apesar da ordem de prisão em plenário, o depoente foi liberado após prestar esclarecimentos à Polícia Legislativa, conforme prevê o regimento. A CBPA é investigada por suspeita de fraudes em descontos indevidos e movimentação de valores de pessoas já falecidas.
O caso do “Careca do INSS”
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi preso por determinação do STF e transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele é apontado como operador do esquema que desviava recursos de aposentados por meio de associações e empresas de fachada.
Segundo a PF, Antunes é sócio de 22 empresas e teria recebido mais de R$ 53 milhões em transferências das entidades investigadas. Parte das empresas seria usada para lavar dinheiro e blindar patrimônio em offshores nas Ilhas Virgens Britânicas.
Durante o depoimento à CPMI, o advogado de Antunes, Cleber Lopes, chegou a discutir com parlamentares, mas posteriormente deixou a defesa do cliente por “foro íntimo”.
Prisão do presidente da Conafer
O presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso em flagrante em 30 de setembro, também por falso testemunho. Segundo Viana, o depoente “mentiu deliberadamente” ao colegiado e tentou apresentar o esquema como “operação legal e correta”.
“O senhor está preso em nome dos aposentados, viúvas e órfãos do Brasil. Aqui quem mente paga o preço”, disse o senador.
O relator, deputado Alfredo Gaspar, informou que pedirá ao STF a conversão da prisão em flagrante de Lopes em preventiva, sob alegação de risco de fuga e ocultação de bens.
Lista dos 21 pedidos de prisão preventiva feitas pela CPMI
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André Paulo Fidelis
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Eric Douglas Fidelis
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Cecília Rodrigues Mota
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Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho
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Thaisa Hoffmann Jonasson
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Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira
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Alexandre Guimarães
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Antônio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”)
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Rubens Oliveira Costa
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Romeu Carvalho Antunes
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Domingos Sávio de Castro
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Milton Salvador de Almeida Júnior
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Adelinon Rodrigues Júnior
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Alessandro Antônio Stefanutto
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Geovani Batista Spiecker
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Reinaldo Carlos Barroso de Almeida
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Vanderlei Barbosa dos Santos
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Jucimar Fonseca da Silva
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Philipe Roters Coutinho
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Maurício Camissotti
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Márcio Alaor de Araújo
