Jucimar Fonseca presta esclarecimentos à comissão
Nesta segunda-feira, a CPMI do INSS realiza mais uma sessão de investigações sobre fraudes envolvendo aposentados e pensionistas, mas terá um depoimento de peso ausente.
Preso pela Polícia Federal, o empresário Sandro Temer de Oliveira não compareceu à comissão após receber habeas corpus do ministro do STF, André Mendonça, que assegurou seu direito ao silêncio e à não autoincriminação.
A defesa de Sandro também argumentou que não havia garantias claras para seu transporte até o Congresso.
Sandro é suspeito de atuar à frente de duas associações, a AAPPS Universo e a APDAP Prev, acusadas de descontar irregularmente valores de benefícios previdenciários em Sergipe, movimentando cerca de R$ 479 milhões.
As investigações apontam que o Instituto Guadalupe teria sido usado como intermediário entre as associações e os aposentados.
Enquanto o empresário permanece em silêncio, a CPMI ouve coercitivamente o ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, afastado do órgão desde julho.
Ele é investigado por autorizar filiações em lote que beneficiaram irregularmente as associações suspeitas. Essa é a terceira tentativa da comissão de ouvi-lo; na última, apresentou atestado médico e não compareceu.
