CPMI do INSS é suspensa após empresária chorar durante depoimento
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS é suspensa após empresária chorar durante depoimento

Ingrid Pikinskeni passa mal durante questionamentos sobre suspeita de ocultação patrimonial

Oitiva da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos. Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A oitiva da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi suspensa nesta segunda-feira (23) após ela chorar durante os questionamentos feitos por parlamentares. A interrupção foi determinada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

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Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador e assessor do presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade está sob investigação por supostos descontos indevidos em benefícios previdenciários que podem ultrapassar R$ 100 milhões.

Durante a sessão, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou a empresária sobre o crescimento patrimonial do marido e a origem dos recursos movimentados. Ela afirmou considerar o esposo um “empresário bem-sucedido”, com atuação em consultoria e na área administrativa, além de experiência como vendedor.

Ao ser indagada sobre a formação acadêmica de Cícero, disse que ele não possui curso superior. Diante da pergunta sobre em que área a consultoria seria prestada, respondeu que seria “da vida”, o que gerou reações no plenário. Logo depois, visivelmente abalada, passou a falar com a voz embargada e chorou.

Após o episódio, Carlos Viana (Podemos-MG) suspendeu a sessão por 15 minutos. Durante o intervalo, Ingrid relatou mal-estar e recebeu atendimento médico nas dependências do Senado Federal e não retornou.

A empresária foi convocada sob suspeita de ter participado da movimentação de valores considerados incompatíveis com sua capacidade financeira, além de possível envolvimento em operações de alto valor.

Requerimentos da comissão também apontam indícios de compra e venda de veículos de luxo como forma de ocultação patrimonial.

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