Comissão alerta que prazo inicial não é suficiente para ouvir todos os envolvidos
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS vai solicitar a prorrogação de seus trabalhos por mais 60 dias, diante do risco de não concluir a investigação sobre o esquema de descontos irregulares que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país.
Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o prazo inicial de dois meses se mostra insuficiente diante do volume de documentos, da quantidade de envolvidos e da complexidade do caso.
“A próxima fase será dedicada aos bancos, e os dois meses previstos se esgotarão rapidamente”, afirmou. Para além dos R$ 6 bilhões desviados, estima-se que o esquema tenha obtido ilegalmente mais R$ 50 bilhões dos aposentados.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, decidirá sobre o pedido. “Nosso objetivo é garantir tempo hábil para analisar toda a documentação e ouvir todos os envolvidos, garantindo um relatório completo e responsável”, explicou Viana.
