CPMI do INSS avança sob pressão do julgamento de Bolsonaro no STF CPMI das fraudes no INSS tenta manter foco em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF. Senador Carlos Viana aponta desgaste para governo Lula
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

CPMI do INSS avança sob pressão do julgamento de Bolsonaro no STF

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Por Redação

Instalada em agosto, CPMI terá até março de 2026 para apresentar relatório

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes no INSS está com o desafio de manter a relevância política neste segundo semestre, já que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, previsto para começar nesta terça-feira (2), deve ganhar os holofotes.

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O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (MG), reconheceu a disputa por atenção, mas defendeu que os trabalhos da comissão seguirão firmes.

“O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro naturalmente ocupará as manchetes e é um fato importante que o Brasil vai acompanhar, até por aqueles que defendem, e por aqueles que querem a condenação”, afirmou.

Viana ressaltou que a CPMI seguirá analisando provas e ouvindo depoimentos para esclarecer o “maior assalto à Previdência brasileira”. A comissão foi instalada em 20 de agosto e tem 180 dias para concluir os trabalhos, com prazo final marcado para 28 de março de 2026, após o recesso parlamentar.

As primeiras oitivas ocorreram na quinta-feira (28). Foram ouvidos a servidora da Defensoria Pública da União (DPU) Patrícia Bettin Chaves, por quase oito horas, e o delegado da Polícia Federal Bruno Bergamaschi, em reunião privada de cinco horas. Na próxima segunda-feira a comissão ouvirá o advogado Eli Cohen, especialista em mapeamento de fraudes que contribuiu para desvendar o esquema.

Para o presidente da CPMI, as sessões devem fragilizar o governo Lula, visto que o valor desviado foi durante a atual gestão.

“A grande quantidade de dinheiro que desapareceu, desapareceu no governo Lula. Mas não foi só nesse governo. Começou a ser descontado lá atrás no governo Dilma e veio aumentando no governo Temer. No final do governo Bolsonaro, tivemos também uma elevação das liberações, e a maior fatia no atual governo. Naturalmente, que isso desgasta o governo. Isso, sem dúvida nenhuma”, disse Viana.

A instalação da CPMI já representou uma derrota para o Palácio do Planalto, que articulava para colocar Omar Aziz (AM) na presidência. O comando ficou com Carlos Viana, enquanto a relatoria foi para o deputado Alfredo Gaspar (AL), frustrando a tentativa do governo de emplacar Ricardo Ayres (TO), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (PB).

O colegiado segue com oitivas e promete intensificar os trabalhos mesmo diante da atenção nacional voltada ao julgamento do ex-presidente Bolsonaro.

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