Acordo entre líderes suspende análise de pedidos sobre ex-ministro da Previdência
A CPMI do INSS adiou a votação dos pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16) após acordo entre os líderes do colegiado.
Lupi, que também preside o PDT, comandava a pasta quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de mensalidades sindicais nos contracheques de aposentados.
Deputados da oposição defendem que a CPMI tenha acesso aos registros de comunicações e movimentações financeiras do ex-ministro, além de solicitar ao Coaf um Relatório de Inteligência Financeira (RIF).
O colegiado também deve votar requerimentos para convocar José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula e dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).
A oposição quer que Frei Chico preste depoimento como testemunha, já que não é formalmente investigado. A pressão pela convocação aumentou após a terceira fase da Operação Sem Desconto, deflagrada no início do mês, que teve como alvo o presidente do Sindnapi, Milton Batista, conhecido como Milton Cavalo.
Segundo a CGU, a entidade omitiu o nome de Frei Chico em um acordo de colaboração com o INSS. A CPMI também deve votar o pedido de prisão de Milton Cavalo, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
