A CPMI do INSS ouve hoje (09), a partir das 16h, o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) e o empresário Paulo Camisotti, filho de Maurício Camisotti, apontado como um dos principais articuladores do esquema investigado pela comissão.
Araújo já foi alvo da PF na Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais aplicados a aposentados. Além de ter ameaçado o vice da CPI, Duarte Júnior (PSB-MA), ele presidiu uma entidade de pescadores responsável por descontos associativos e é suspeito de ter se beneficiado do esquema.
Já Paulo Otávio Montalvão Camisotti é dono de uma empresa que recebeu recursos de uma das associações investigadas por participação nas irregularidades. Segundo a comissão, seu pai, Maurício Camisotti, teve papel central na “Farra do INSS” e é sócio do Careca do INSS. Ele também é sócio em empresas do pai.
Na semana passada, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alertou que, caso os convocados não compareçam à oitiva, ambos poderão ser conduzidos coercitivamente ao Senado.
Esta será a 2ª sessão da comissão em 2026. Na 1ª, realizada na quinta passada, prestou depoimento o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Na ocasião, os parlamentares também aprovaram requerimentos de quebra de sigilo e pedidos de prisão.
No entanto, após acordão, que contou com apoio de parlamentares da oposição e da base governista, ficaram de fora pedidos de quebra de sigilo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o CredCesta, de Augusto Lima, a “galinha dos ovos de ouro do consignado do PT”.
