CPI deve votar quebra de sigilo da Maridt de Toffoli
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CPI deve votar quebra de sigilo da Maridt de Toffoli

Pedido inclui dados bancários, fiscais e telemáticos

Toffoli suspende inquérito sobre corrupção na Agência Nacional de Mineração; PF espera decisão do STF para seguir apurações.
FOTO: ASCOM/STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A CPI do Crime Organizado deve votar na semana seguinte ao Carnaval o pedido do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, no período de 1º de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026. A informação foi checada pela equipe deste site.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A empresa pertence aos irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio, e também tem participação do próprio ministro, conforme revelado recentemente.

Há pressão de integrantes do Supremo Tribunal Federal e de setores do mercado financeiro para que o requerimento não seja aprovado, segundo informações divulgadas pelo O Globo.

O voto será aberto entre os onze membros da CPI. O ambiente político foi impactado por informações divulgadas nos últimos dias sobre a relação de Toffoli com o caso.

Em 2025, a Maridt vendeu sua participação no resort Tayayá, no Paraná. Toffoli era frequentador do empreendimento e possuía um terço do negócio. Um dos sócios era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

No requerimento, Alessandro Vieira também solicita a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) pelo Coaf.

O pedido de quebra de sigilo bancário abrange “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras”.

O senador requer ainda a quebra do sigilo telefônico, “incluindo-se o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas (remetente e destinatário), oficiando-se as operadoras de telefonia Oi, Claro, Vivo, Tim, Nextel, Algar, Surf Telecom e demais em operação no país”.

Também foi solicitada a quebra do sigilo telemático, “oficiando-se a empresa Meta para que forneça, a respeito da plataforma Instagram: dados cadastrais; localização; mensagens; comentários; e curtidas”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade