Apanhado pela Polícia Federal (PF) em transações milionárias, Dias Toffoli admitiu a interlocutores, segundo a Folha, que sempre foi sócio oculto do resort Tayayá. De acordo com o ministro, ele é sócio “há vários anos” da Maridt, empresa dos irmãos do magistrado que detinha 30% do controle do resort.
Ainda de acordo com o jornal, o nome de Dias Toffoli não aparece nos documentos públicos da companhia porque se trata de uma sociedade anônima de livro, modelo em que a identidade dos acionistas não é acessível a terceiros.
Por isso apenas o nome dos dois irmãos do ministro do Supremo são públicos, por serem eles os administradores da empresa.
Toffoli também alega que todas as transferências de recursos realizadas ao longo de diversos anos foram lícitas e declaradas à Receita, e que têm origem e destino rastreáveis.
A Maridt Participações, registrada em nome dos irmãos do ministro do Supremo, possuía, até 2025, pouco mais de 30% do controle do resort. O fundo Arleen, da Reag Investimentos, investiu R$ 20 milhões no empreendimento, enquanto o fundo Leal Investimentos, verdadeiro dono do Arleen, pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A PF pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a suspeição de Toffoli no caso Master. O material encaminhado ao ministro enumera achados no celular de Vorcaro que, segundo os investigadores, indicariam ser incompatível a permanência de Toffoli na relatoria ou sua participação no julgamento do caso pelo plenário da Corte.
Em 2021, o jornalista Claudio Dantas revelou que os irmãos de Toffoli, José Carlos e José Eugênio, tornaram-se sócios do Tayayá. Até então, o resort estava registrado em nome de Mario Umberto Degani, primo do ministro, e do advogado Euclides Gava Junior.
Em 10 de dezembro daquele ano, a Maridt Participações S.A., aberta 4 meses antes pelos irmãos de Toffoli, foi admitida na sociedade. A empresa realizou aporte de R$ 370 mil, passando a deter 33,33% do empreendimento.

*Matéria em atualização*
