Comissão Interamericana analisa prisões no Acre e Pará.
A atuação do coronel e deputado federal Ulisses na denúncia de supostas expostas de direitos humanos contra investigados e réus dos atos de 8 de janeiro ganhou um novo capítulo com o avanço do caso em instâncias internacionais.
Segunda publicação feita em suas redes, uma representação apresentada em 2024 à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com assinatura de mais de 70 parlamentares, realizada em um pedido formal de informações por parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a situação dos investigados no Brasil.
De acordo com o relato do coronel Ulisses, a notificação enviada pela OEA marca o início da análise formal das denúncias envolvendo pessoas presas, processadas ou condenadas pelos atos de 8 de janeiro.
Para o parlamentar, o despacho é interpretado como um sinal de que as queixas sobre as garantias fundamentais expostas vêm ganhando atenção internacional e podem abrir caminho para uma revisão da situação de parte dos investigados.

Na publicação, Ulisses referiu o avanço do caso ao trabalho de advogados e equipes de apoio que atuam em diferentes estados, mencionando, em especial, profissionais do Rio de Janeiro que acompanham famílias que sofrem vítimas de injustiças.
O deputado aproveitou o episódio para criticar a postura do Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, estaria promovendo decisões desproporcionais e excessivas contra envolvidas no 8 de janeiro. Ulisses também cobra um fato mais firme da própria Câmara dos Deputados diante do que é classificado como “desmandos” da Corte.
Ele cita casos específicos de presos do Acre e do Pará que, conforme seu relato, foram detidos a mais de dois mil quilômetros de distância de Brasília, sem estarem presentes nos locais dos atos.
Num desses episódios, ele afirma que 12 pessoas ficaram cerca de 180 dias detidas até terem a liberdade concedida, e que o Ministério Público, depois, pediu o arquivamento do processo em primeira instância.
Na mesma linha, Ulisses sustenta que não existem apenas presos injustamente, como também pessoas punidas com medidas que ele considera desproporcionais, tanto do ponto de vista penal quanto administrativo.
O parlamentar menciona ainda o chamado “caso do Cresão”, para o qual diz ter solicitadas informações sobre eventuais responsabilizações e eventuais apurações em curso.
Para sua base de apoio, o avanço das denúncias na esfera internacional é apresentado como uma esperança de revisão das decisões tomadas até agora no Brasil, em nome do que o deputado descreveu como uma “verdadeira justiça”, em contraposição ao que as afirmações estão sendo aplicadas hoje.
