Copom deve manter Selic em 15% e encerrar ciclo de alta - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Copom deve manter Selic em 15% e encerrar ciclo de alta

Prévia do PIB pelo Banco Central indica alta de 0,4% em agosto, menor que os 0,7% previstos pelo mercado
Prévia do PIB pelo Banco Central indica alta de 0,4% em agosto, menor que os 0,7% previstos pelo mercado

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Expectativa do mercado é por estabilidade na taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça-feira (29) para decidir a taxa básica de juros, a Selic, válida pelos próximos 45 dias. A expectativa do mercado é pela manutenção da taxa em 15% ao ano, encerrando o ciclo de alta iniciado em setembro de 2024.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Analistas divergem sobre o início da redução da Selic. Parte projeta cortes em dezembro. Outros avaliam que a flexibilização só ocorrerá a partir de 2026. Uma terceira corrente aposta na manutenção da taxa até o fim do próximo ano.

Na última reunião, o Copom elevou a taxa de 14,75% para 15%, atingindo o maior nível desde julho de 2006. Na ata, o colegiado apontou resiliência na atividade econômica e inflação acima da meta como justificativas para o aperto monetário.

A Selic é usada para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a desestimular o consumo, encarecer o crédito e desacelerar a economia.

Segundo o Banco Central, “grande parte dos impactos da taxa mais contracionista ainda está por vir”, e a Selic deve permanecer “significativamente contracionista por período bastante prolongado”. O Copom também afirmou que seguirá vigilante e poderá retomar os ajustes caso considere necessário.

Para o ASA, a Selic permanecerá em 15% ao longo do segundo semestre, com possibilidade de corte apenas em dezembro. O BC deve manter o discurso de cautela e vigilância.

O C6 Bank avalia que a taxa seguirá em 15% por até 12 meses. O banco vê a probabilidade de alta adicional como baixa, mas destaca que o tom da comunicação do Copom será fundamental para calibrar expectativas do mercado.

A expectativa também é de que o Copom mencione na ata o impacto do tarifaço de 50% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros, com vigência prevista para 1º de agosto, além de reforçar a importância da política fiscal.

Calendário das próximas reuniões do Copom em 2025:

  • 16 e 17 de setembro
  • 4 e 5 de novembro
  • 9 e 10 de dezembro

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade