Conselho Ética sorteia nomes para relatoria contra direita
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Conselho de Ética sorteia novos nomes para relatoria de processo contra deputados da direita

Conselho de Ética sorteia novos nomes para relatoria do processo contra Van Hattem e Zé Trovão; PL recorre contra unificação das ações
Conselho de Ética sorteia novos nomes para relatoria do processo contra Van Hattem e Zé Trovão; PL recorre contra unificação das açõesImagem: Revista Oeste

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

PL tenta anular unificação de ações que investigam ocupação do Plenário da Câmara

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados fará nesta terça-feira (21), às 15h, um novo sorteio para definir dois nomes adicionais que integrarão a lista tríplice da qual sairá o relator do processo contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC).

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Os parlamentares são acusados de quebra de decoro por ocuparem o Plenário da Câmara no início de agosto. As representações, que tramitavam separadamente, foram unificadas pelo colegiado para análise conjunta.

Na semana passada, foram sorteados os deputados Albuquerque (Republicanos-RR), Castro Neto (PSD-PI) e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR). Após a desistência dos dois últimos, o Conselho decidiu refazer o sorteio para recompor a lista, etapa obrigatória antes da escolha do relator responsável pela investigação e parecer.

Enquanto o sorteio é retomado, o PL tenta reverter a decisão da Mesa Diretora que unificou as denúncias. O líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou recurso à Presidência da Câmara pedindo reconsideração da medida ou, em última instância, que o tema seja levado ao plenário.

Segundo Sóstenes, a unificação ocorreu após a distribuição das representações, o que, segundo o regimento, seria irregular. “O apensamento só pode ocorrer antes da distribuição ou mediante provocação de comissão ou deputado, o que não aconteceu neste caso”, afirmou no documento.

O líder também sustenta que os casos tratam de fatos distintos, sem relação direta entre os parlamentares. Para ele, a decisão “fere as normas regimentais e compromete a transparência e a correção técnica da tramitação”. O partido pede que os processos voltem à análise separada no Conselho de Ética.

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