Congresso dos EUA apura atuação da China no Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Congresso dos EUA apura atuação da China no Brasil

Comitê da Câmara investiga uso de infraestrutura espacial chinesa na América Latina

Câmara dos EUA convoca audiência para discutir regulação de big techs no Brasil e cita risco à inovação e à concorrência americana
Imagem: Collection of the U.S. House of Rep

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Uma investigação do Comitê Seleto sobre a China, da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, aponta que o governo chinês utiliza infraestrutura na América Latina para ampliar suas capacidades espaciais e de coleta de informações. O relatório inclui o Brasil entre os países citados.

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O presidente do comitê, deputado republicano John Moolenaar, afirmou que os Estados Unidos e seus aliados devem reagir à expansão dessas atividades.

“O presidente Trump agiu de forma decisiva para confrontar a influência maligna da China no Hemisfério Ocidental, e nossos aliados devem agir prontamente de acordo com as recomendações deste relatório e impedir a expansão da infraestrutura espacial chinesa.”

Segundo o documento, Pequim estruturou uma rede de estações terrestres espaciais e telescópios de uso dual na América Latina. De acordo com o comitê, essa estrutura teria sido utilizada para coletar dados e ampliar a capacidade operacional do Exército Popular de Libertação (PLA).

O relatório identifica ao menos 11 instalações vinculadas à China em países como Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e Brasil.

Entre as recomendações, o grupo sugere que os EUA ampliem acordos por meio da NASA com países da região, revisem cooperações nas áreas espacial, de defesa e tecnologia avançada e adotem medidas para conter a influência chinesa no hemisfério ocidental.

Brasil na investigação

O relatório menciona a Estação Terrestre Tucano, estabelecida por acordo firmado em 2020. Trata-se de uma parceria entre a startup brasileira Ayla Nanosatellites, criada na Bahia, e a empresa chinesa Beijing Tianlyan Space Technology. O documento afirma que a localização exata da base não é conhecida.

Também é citado o Laboratório Conjunto de Tecnologia de Radioastronomia China-Brasil, formalizado em 2025 após acordo entre o Instituto de Pesquisa em Comunicação da Rede de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e a Universidade Federal de Campina Grande, além da Universidade Federal da Paraíba.

“O acordo formaliza a colaboração bilateral em pesquisa avançada de radioastronomia, tecnologias de observação do espaço profundo e planejamento de projetos científicos de grande escala”, registra o relatório.

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