Xi Jinping não mandou cartinha, mas taxou o frango brasileiro em 34,2% por cinco anos. O embargo começou em 2017 e foi chamado inicialmente de salvaguardas, sob alegação de dumping por parte dos exportadores brasileiros.
Michel Temer esteve em Pequim e pediu pessoalmente ao ditador chinês que retirasse a sobretaxa, mas não convenceu. Em 2019, já no governo de Jair Bolsonaro, a taxação foi formalizada e durou até fevereiro do ano passado. Ninguém na esquerda reclamou.
Apesar da barreira tarifária para as aves, outros produtos agropecuários e extrativistas ganharam espaço na pauta de exportações para o gigante asiático, fazendo o comércio bilateral bater novos recordes.
Em 2019, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 63 bilhões, mais que o dobro dos US$ 29 bilhões das exportações para os EUA. Em 2022, esse voluune foi de US$ 83 bilhões contra US$ 33 bilhões.
TAXAÇÃO AMERICANA
A partir de 1 de agosto, os EUA começarão a cobrar uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras. A condição para a retirada da sanção é o encerramento do julgamento de Jair Bolsonaro e o fim dos inquéritos políticos conduzidos pelo STF.
Trump já deixou claro que vai pressionar o Supremo e o governo Lula com todo seu arsenal de sanções comerciais, militares e diplomáticas. Na sexta-feira, Marco Rubio, o secretário de Estado, anunciou a revogação dos vistos de Alexandre de Moraes, seus aliados no STF e familiares.
