Confirmado: Careca do INSS pagou viagem de Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Confirmado: Careca do INSS pagou viagem de Lulinha

Informação foi enviada ao STF e relata que lobista custeou passagens e hospedagem em 2024

PF apura repasses do INSS a viagens de Lulinha

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, confirmou ontem (16) que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes financiou uma viagem do filho do Lula a Portugal.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O lobista, conhecido como Careca do INSS, está preso desde setembro de 2025. A informação foi apresentada ao ministro do STF, André Mendonça.

Os advogados de Lulinha encaminharam um ofício ao STF detalhando a relação entre o filho do presidente e o lobista investigado.

No documento, a defesa afirmou que Fábio Luís aceitou um convite para acompanhar uma viagem destinada a conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol.

A viagem ocorreu em novembro de 2024. Segundo os advogados, Antonio Carlos Camilo Antunes pagou as passagens e a hospedagem.

O lobista é investigado por fraudes no INSS. A Operação Sem Desconto, que apura o esquema, foi deflagrada em abril de 2025.

De acordo com a defesa, Lulinha viajou apenas uma vez ao lado de Antunes. O empresário teria sido apresentado ao filho do presidente pela empresária Roberta Luchsinger, também alvo da Operação Sem Desconto.

Os advogados afirmam que ela apresentou o lobista como “empresário de sucesso da área farmacêutica”.

A defesa sustenta que, no momento do convite, não havia denúncias públicas contra Antunes que levantassem suspeitas.

Segundo o relato, o convite partiu do próprio Antonio Carlos Camilo Antunes. Ele teria apresentado a viagem como parte de um projeto ligado à produção farmacêutica e à extração de canabidiol.

Entenda

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS investiga suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A quebra de sigilo autoriza acesso a movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos relacionados ao investigado.

Até o momento, não há decisão judicial que atribua crime a Lulinha. A medida integra a fase de coleta de provas no âmbito da comissão parlamentar.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade