Ao todo, foram indicadas 118 testemunhas
Alexandre de Moraes agendou as datas para ouvir as testemunhas de acusação e de defesa dos denunciados do “núcleo 2″ no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Os depoimentos serão por videoconferência entre 14 e 21 de julho e incluem as oitivas do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Os filhos do ex-presidente serão ouvidos no dia 16 de julho como testemunhas de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro e acusado de elaborar a “minuta do golpe”. Ele também é acusado de espionar Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto no nordeste nas eleições de 2022.
O chamado “núcleo 2″ é composto por outros cinco réus que respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Veja lista:
- Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal);
- Filipe G Martins (ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República);
- Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República);
- Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal);
- Mário Fernandes (general da reserva do Exército);
- Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal).
Testemunhas com prerrogativa de foro (senadores, deputados e outras autoridades) podem escolher local, dia e horário para depor. As defesas terão cinco dias para informar se há necessidade de mudar o agendamento prévio.
Walter Braga Netto, Rafael Martins, Jair Bolsonaro e Anderson Torres foram relacionados para depor como testemunhas, mas foram rejeitados por Moraes. Segundo o ministro, a jurisprudência do Supremo nega o depoimento de réus na condição de testemunhas.
