CNI alerta Lula contra 'decisões precipitadas' em resposta aos EUA
Brasília, Sexta, 24 de julho de 2026
Economia

CNI alerta Lula contra ‘decisões precipitadas’ em resposta aos EUA

Ricardo Alban afirmou que o governo deve priorizar negociações com Washington

Foto: Reprodução

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Por Redação

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou ontem (23) que o governo Lula (PT) deve agir com cautela antes de aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos e priorizar as negociações com Washington após o anúncio das novas tarifas.

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A declaração foi dada após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Segundo Alban, a estratégia mais adequada é preservar o diálogo e construir uma política permanente para ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional.

Ao comentar a nota divulgada ontem pelo governo sobre a Lei da Reciprocidade Econômica, o presidente da CNI ressaltou que o início dos procedimentos previstos na legislação não significa que as medidas serão adotadas de forma imediata.

“O que nós não queremos criar é decisões precipitadas que propiciem mais problemas do que soluções”, afirmou o presidente da CNI.

Alban também defendeu o uso de mecanismos de defesa comercial, desde que sejam avaliados os impactos para as cadeias produtivas e mantido espaço para uma solução negociada.

Para ele, será necessário adotar medidas emergenciais de apoio às empresas. O governo federal já anunciou, na quarta-feira (22), uma linha de financiamento destinada aos setores atingidos pelas tarifas anteriores, de 25%.

O presidente da CNI afirmou que ainda é preciso detalhar como será aplicada a nova tarifa de 12,5%, identificando os setores atingidos, os produtos eventualmente isentos e a possibilidade de incidência cumulativa com outras cobranças impostas pelos Estados Unidos.

Segundo Alban, será criado um grupo de trabalho para reunir os segmentos mais afetados e buscar mercados alternativos para as exportações brasileiras. Alertou ainda que, caso as novas tarifas sejam somadas às já existentes, a competitividade da indústria nacional ficará ainda mais comprometida.

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