A China criticou a decisão dos Estados Unidos de enviar navios de guerra para a costa da Venezuela.Em entrevista coletiva, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse que o país “se opõe a qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU e a soberania e a segurança de um país”.
O envio de navios, que inclui um esquadrão anfíbio com três embarcações e outros três destroieres, faz parte de um esforço do presidente Donald Trump para enfrentar as ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos — como o Los Soles, do qual Nicolás Maduro é apontado como um dos líderes.
“Nos opomos ao uso ou à ameaça de força nas relações internacionais e à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, acrescentou a porta-voz chinesa, que também expressou a esperança de que os EUA “façam mais ações que conduzam à paz e à segurança na América Latina e no Caribe”.
O chanceler venezuelano, Yván Gil, reagiu à manifestação da China e expressou “sincera gratidão à China por sua firme rejeição à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela”. Em comunicado, Gil disse apreciar as declarações, que, segundo ele, refletem a solidariedade chinesa e reforçam a amizade entre os dois países.
Na quinta-feira (22), o ditador venezuelano se reuniu com o embaixador da China na Venezuela, Lan Hu, e destacou “avanços significativos em áreas-chave como economia, ciência, tecnologia e inteligência artificial”, afirmando que a China “lidera o caminho neste mundo com um conceito humano de desenvolvimento”.
