O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta quarta-feira (2) que o primeiro-ministro Li Qiang representará o país na 17ª Cúpula do Brics, que será realizada de 5 a 8 de julho, no Rio de Janeiro. O órgão não informou o motivo da ausência de Xi Jinping.
No comunicado, o ministério chinês afirmou que considera o Brics “a plataforma mais importante para a solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento“.
Em fevereiro, o chanceler chinês Wang Yi já havia adiantado ao Itamaraty que Xi Jinping estava com “dificuldades na agenda” para participar da cúpula, mas não informou quais.
Essa é a quarta desistência de uma autoridade para o encontro. Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia; Claudia Sheinbaum, do México; Abdel Fattah al-Sisi, do Egito; e Vladimir Putin, da Rússia, anunciaram que não vêm ao Brasil e devem enviar representantes. Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, também não confirmou participação.
Putin também não virá
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também não estará em solo brasileiro para a cúpula por temor de ser preso com base no mandado expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A Rússia alega que o governo brasileiro não ofereceu garantias diplomáticas suficientes para assegurar a presença do líder, acusado de crimes de guerra pela deportação de crianças ucranianas. Putin nega as acusações e participará do encontro por videoconferência.
A delegação russa será chefiada presencialmente pelo chanceler Sergei Lavrov. Assim como na cúpula de 2023 na África do Sul, Putin evita visitar países signatários do Estatuto de Roma, como o Brasil.
